És do Brasil o clube mais… Cultural!

Saudações corinthianas!

Dentre as mais variadas manifestações artísticas, o Sport Club Corinthians Paulista, certamente é fonte de inspiração para inúmeras obras.

O Timão faz-se presente e de presente para milhões de fieis torcedores ou não.

Sim! Os não corintianos, ou, pior, anticorintianos também nutrem grande “paixão” pelo Timão e isso é retratado principalmente na televisão.

Entretanto são incontáveis as quantidades de obras criadas em homenagem ao Corinthians: na música, cinema, literatura, e porque não, na política.

O Corinthians faz parte da sua vida.
O Corinthianismo influencia sua vida.

A importância do Corinthians vai além das 4 linhas de um campo de futebol. A magnitude corintiana transcende o campo e vai para as linhas dos livros, as linhas da pauta musical, da tela do cinema, dos quadros e principalmente na linha da história. Firma-se e reafirma-se na linha do tempo!

O Corinthians está na cultura erudita, mas está principalmente, na cultura popular.

Criado pelo povo, Timão inspira arte.

“A política não é uma ciência exata, mas uma arte”. — Otto Von Bismarck (diplomata e político prussiano/Império Alemão).

Se a política é uma arte, e o Corinthians nada mais é que a inspiração artística, sim… O Corinthians também marcou as páginas da história na política brasileira.

Lideranças políticas utilizaram o escudo corintiano, na ditadura, e no período democrático.

O tirânico presidente corintiano Wadih Helu que seria eleito deputado em 1967 no auge da ditadura publicou este anúncio no DIÁRIO POPULAR em 16 abril de 1964.
Presidente Lula ao lado de Sócrates (um dos idealizadores da “democracia corintiana”, na década do 80) antes de jogo amistoso em 2005.

Mas foi na DEMOCRACIA CORINTHIANA que um time e sua torcida contribuíram na luta pela redemocratização do país.

O movimento no clube era encabeçado por jogadores politizados, como Sócrates, Casagrande, Zenon e Wladimir. Nele, tudo era decidido de forma democrática, através de votos, como contratações, demissões, escalação, entre outras medidas. E todos tinham o mesmo peso na hora do voto, do presidente aos funcionários.

A Democracia Corinthiana foi uma “arma” contra a ditadura militar do Brasil.

Após o Golpe Militar de 1964 (que estendeu-se até 1985), o Brasil foi regido por militares e na luta pela redemocratização do país o Timão começou a estampar em seu uniforme frases de oposição ao governo.

Foi neste obscuro período que as artes e o esporte apoiaram o desespero popular brasileiro.

Na religião também há fé e paixão pelo Timão.

Arte e sentimento religioso sempre andaram de mãos dadas.

Conhecido por seus trabalhos sociais, de cidadania e direitos humanos, especialmente durante os anos da ditadura militar no Brasil, dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo de São Paulo, também era famoso por ser um fanático torcedor do Corinthians.

Arns escreveu livro sobre o Corinthians, lançado em 2004.

Padre Marcelo Rossi, inspirado sacerdote de grande notoriedade, também demonstra publicamente a inspiração corintiana enaltecendo sua paixão.

Padre Marcelo Rossi em entrevista disse como convenceria o Papa Francisco (torcedor do San Lorenzo-ARG) a virar corintiano: “é nóis”

Vale ressaltar que O dia do torcedor corintiano comemorado no dia 23 de abril foi escolhido para homenagear a torcida alvinegra, justamente na data em que se homenageia São Jorge, santo padroeiro do Timão.

Corinthians é homenageado em centenas de produções artísticas ao longo dos anos.

A importância do Corinthians se faz presente, principalmente em registros culturais no cinema, na música e na literatura.

A primeira grande produção relacionada ao Corinthians foi o filme “O Corintiano”, de 1966 do famoso comediante, ator, produtor, diretor Amácio Mazzaropi.

O filme retrata de forma cômica todas as loucuras que um apaixonado torcedor faz para acompanhar as partidas do Alvinegro.

Nos seus mais de 100 anos o Corinthians transformou-se em um prazeroso tema.

São diversas as manifestações artísticas que buscaram inspiração nas glórias e na popularidade do Timão.

O cinema por exemplo, virou um grande aliado do Coringão na divulgação de sua história.

Documentário que demonstra o que todo corintiano sabe. O Corinthians não é um time que tem uma torcida, o Corinthians é uma torcida que tem um time!
Este documentário mostra o gol mais repetido da história do futebol e narra a saga histórica do Timão para conquistar o título do Campeonato Paulista de 1977 depois de 22 anos 8 meses e 7 dias.
Este filme conta o histórico surgimento de um time que nasceu das mãos de 5 operários para se tornar um verdadeiro fenômeno social. Relembra as glórias de 100 anos de história e apresenta entrevistas históricas dos primeiros ídolos do Timão.
O documentário narra a saga do tetracampeonato brasileiro do Corinthians. Os jogos que anteciparam os títulos (1990, 1998, 1999 e 2005), seus personagens principais e a garra dos times de cada época. O foco principal se concentra nas origens comoventes e apaixonantes de quatro jogadores corinthianos que conquistaram esses títulos. Sendo eles Neto, Dinei, Marcelinho Carioca e Betão.
Este documentário mostra além das comemorações de títulos, como de forma inédita para o futebol brasileiro, um clube de futebol, através de decisões coletivas, buscou repartir igualmente suas responsabilidades com total cumplicidade alcançando visibilidade e a capacidade de provocar a reflexão em uma sociedade que ainda luta contra a opressão da ditadura militar. É a contribuição de um clube para a redemocratização política no Brasil.
Este filme foi lançado após 2 anos do documentário “Ser Campeão é Detalhe”. Embora o contexto seja o mesmo, o enfoque baseia-se no período de opressão e censura que completava 18 anos e como a música, o esporte e a política se encontraram para mudar o rumo da história do país.
Este documentário francês mostra quando o futebol se torna socialmente responsável! Longe do brilho e do glamour, Eric Cantona conta a história de jogadores de futebol que resistiram. Num tempo em que o negócio do futebol parece corromper nossa relação com o esporte, esta obra desperta consciências através do caminho traçado por jogadores que se opuseram ao poder e que se tornaram ícones da resistência, além de se destacarem pela suas habilidades no esporte. Um dos personagens do longa é Sócrates, ídolo da Fiel e líder da Democracia Corinthiana que além de defender uma maior participação de atletas e funcionários na direção do clube, contribuiu com a redemocratização do Brasil.
Este documentário narra a trajetória do Corinthians até o título da Copa Libertadores da América, conquistado em 2012 de forma invicta.

O filme Libertados: A Fé e a Raça conquistaram a América foi disponibilizado gratuitamente no Youtube.

De forma gratuita, também encontra-se disponibilizado no Youtube o documentário produzido de maneira independente Invasão Corinthiana.

Esta produção da R2O Filmes, mostra um documentário com foco na mobilização da Fiel Torcida para a disputa do Mundial de Clubes no Japão em 2012. Também lembra das Invasões Corinthianas de 1976 e 2000. Conta com depoimentos de torcedores ilustres do Timão e também de representantes do clube.
Produzido pela Globo Filmes, este é o segundo documentário que retrata o Bimundial conquistado pelo Corinthians. Neste filme, são retratadas as memórias da conquista Mundial e também da jornada que começou na Libertadores da América conquistada de forma invicta.
Este filme/documentário produzido pela Canal Azul em coprodução com a ESPN, apresenta um dos momentos mais marcantes e gloriosos da história da Fiel Torcida Corinthiana. O “Bando de Loucos” em 5 de Dezembro de 1976, foi responsável pelo maior deslocamento de massa em tempos de paz que a humanidade já viu (Juca Kfouri). Isso para acompanhar a semifinal do Campeonato Brasileiro quando o Corinthians foi ao Rio de Janeiro enfrentar o Fluminense e sua Máquina Tricolor comandada por Rivellino eterno “Reizinho do Parque” que havia saído do Timão em 1974 depois de uma campanha sórdida da crônica esportiva paulista.
Este é um documentário dos canais ESPN, também em coprodução com a Canal Azul dirigido pelo excelente jornalista Helvídio Mattos, e mostra o período em que o “Anjo das pernas Tortas” vestiu a camisa do Corinthians dando origem ao apelido de “Timão”. É a união de dois gigantes do futebol brasileiro em busca de redenção.
Com 104 anos de rica rivalidade, o documentário “Preto no Branco – O Clássico do Século” aborda a história do mais antigo clássico paulista e conta com depoimentos de jornalistas, historiadores e torcedores, com a clara intenção do cineasta em resgatar a harmonia entre as torcidas e o respeito ao adversário, sempre com o propósito da convivência pacífica. O filme também apresenta os rappers Ice Dee, Xis, Criminal D e Fernandinho Beat Box em cinco clipes no clima de paz e bom humor alvinegro.
Esta produção apresenta as casas corinthianas. A inauguração da Arena Corinthians, em 2014, e relembra grandes conquistas do Corinthians e suas três grandes invasões: 1930, na Vila Belmiro; 1976, no Maracanã, e 2012, no estádio de Yokohama, no Japão. Também foi casa corintiana, o Estádio do Parque Antártica, quando o estádio não pertencia ao Palestra Itália e foi palco do 1º título corintiano em 1914, do 2º em 1916, e em 01/12/1929 já com o rival alviverde como legítimo proprietário, o Corinthians dentro da casa rival, goleou o Palestra por 4 a 1 e comemorou o segundo bicampeonato de sua história tornando-se Tri no ano seguinte contra o Santos registrando a primeira invasão corintiana. O Estádio da Ponte Grande, o Parque São Jorge e também o Pacaembu, este considerado a casa do clube por anos. O filme também mostra a origem do Corinthians com sua base social nas classes populares contextualizando os estádios com a história de um clube sofrido, briguento e discriminado por todo lado, onde inclusive, um monte de ofensas foram desfiliando por mais de um século.

A história do Corinthians realmente estimulou muitas produções não-ficcionais, porém não foram somente as redes do gol que o Timão estufou.

As transmissões dos jogos do Coringão sempre renderam recordes de audiência as redes de televisão brasileiras. Foi, e continua sendo assim, com a Rede Globo, assim como foi com o SBT, a Bandeirantes, e a RedeTV que também obtiveram seus maiores índices de audiência transmitindo jogos do Timão.

A menção citada no início do texto sobre: os não corintianos, ou, pior, anticorintianos nutrirem grande “paixão” pelo Timão, e como isso é retratado principalmente na televisão, pode ser percebida quando foi ao ar no dia 01/07/2012 no programa do “Fantástico”, da Rede Globo, a reportagem sobre o primeiro jogo das finais entre Corinthians e Boca Juniors pela Libertadores.
No dia 07/07/2012, foi a RecordTV, quem exibiu no programa “Esporte Fantástico” outro retrato da “paixão” anticorintiana, e com isso, além de conquistar bons índices de audiência demostram reverberar uma condição sociológica, e muitas vezes, antropológica sobre o corinthianismo na vida dos brasileiros.

Aproveitando-se da grandiosa condição que o Corinthians proporciona as emissoras, o Timão também se faz presente em obras ficcionais. A população brasileira que é louca por novela, também acostumou-se a assistir na grade de exibição televisiva histórias do bando de loucos.

Isabelle Drummond interpretou uma corintiana fanática. Giane anda, age e se veste como um moleque, sem modos nem vaidade. Mas, no fundo, é uma menina delicada. Tem o pavio curto, é fanática pelo Timão e adora jogar bola com os rapazes da rua.

A novela Sangue Bom de 2013 tinha como uma de suas protagonistas uma apaixonada torcedora do Corinthians.

Atores comediantes também personificaram o corintiano. Um dos maiores humoristas do Brasil, Jô Soares, fez um personagem que era um corintiano. Sanderson, o motoboy corintiano, também é outro famoso personagem interpretado por Marcelo Médici.

Mas nenhum outro corintiano dos programas humorísticos é mais lembrado do que o corintiano João Bacurinho, da Escolinha do Professor Raimundo, que na TV Globo foi interpretado pelo saudoso Olney Cazarré.

Olney Cazarré, ator, humorista e dublador, o corintiano João Bacurinho.

A Globo Filmes (O Cinema que fala a sua Língua) como Coprodutora de cinema, lançou “O Casamento de Romeu e Julieta” em 2005 e “Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos” em 2018.

O filme conta a história de Alfredo Baragatti, um advogado descendente de italianos, palmeirense fanático membro do Conselho Deliberativo do clube que tem imenso amor e orgulho de sua filha Julieta, criada para ser apaixonada pelo time como ele. Ela foi batizada em homenagem aos ídolos palmeirense: “Juli” de Julinho Botelho e “eta” de Echevarietta (sobrenome de Juan Raúl), é jogadora do time feminino do Palmeiras como centroavante. Julieta se apaixona por Romeu, médico oftalmologista de 45 anos, Corintiano “roxo”. Romeu pelo amor de Julieta finge ser palmeirense e se envolve com a família dela a ponto de tornar-se sócio da SEP e frequentar aos jogos fazendo-se passar por um torcedor alviverde. Romeu passa a correr o risco de perder o respeito e o amor de sua família – Zilinho, filho de 22 anos e a Avó Nenzica ambos Corintianos radicais. A mentira gera uma série de confusões e mal entendidos, acontecimentos inesperados e absolutamente hilários entre as duas famílias.
Luana Piovani, a palmeirense fanática e Marco Ricca, o corintiano “roxo” em cenas do filme “O Casamento de Romeu & Julieta”
Vitório (Edson Celulari) é um corintiano fanático, cego de nascença, dono de uma pizzaria herdada de seu pai no tradicional bairro do Bixiga, em São Paulo, famosa por oferecer a melhor pizza da região. Vivendo uma vida feliz com a mulher Clarice (Soledad Villamil), a filha Alícia (Giovana Echeverria) e seu assistente na pizzaria, Cleomar (Leonardo Machado), Vitório está em pleno controle da vida, adaptado à sua cegueira. Mas após um infeliz incidente, seguido pela descoberta de que existe a possibilidade de enxergar, Vitório inicia um conflito consigo mesmo – e vai precisar tomar uma grande decisão, que influenciará todos à sua volta. O filme, além do envolvimento sobre a cegueira também é um retrato sobre a paixão pelo Corinthians.
Edson Celulari, o pizzaiolo corintiano roxo em cena do filme “Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos”

Corinthians inspira filme de ficção cientifica.

O fanatismo corintiano atravessa fronteiras. O Timão é o tema de um filme de ficção científica da produtora Lumix Art Films em conjunto com o Sport Club Corinthians Paulista e a Europa Filmes.

“Nova Era: Corinthians” se passará em 2110 e tratará o clube do Parque São Jorge como o mais importante clube de futebol do mundo. A dinastia alvinegra, segundo o roteiro, foi construída graças a um intenso processo de internacionalização da marca durante o segundo centenário. Nesse cenário futurístico, o Corinthians contrata um cientista, George Stevens Lima, neto de brasileiro e corintiano como muitos nessa época. Ele é dono de uma empresa multinacional detentora de um sistema de tecnologia neural. Com sua equipe, contratados pelo clube, desenvolvem o produto Corinthians Mind Reality, que tem como objetivo principal levar o corintiano a qualquer período da história do seu futebol, podendo participar, interagir e fazer parte dos momentos mais gloriosos.

O Timão em Quadrinhos

O Mundo do Entretenimento também soube utilizar-se de outra forma de arte, e claro que o Corinthians também serviu de inspiração para muitas histórias em gibis e revistinhas.

Dentro do universo cheio de cores e inocência, o futebol sempre teve o seu lugar, e já na infância a essência do futebol é estimulada e reproduzida pelas crianças.

A Turma da Mônica, recebeu sua primeira publicação entre 1958/1959 e desde sua criação, muitas gerações de crianças cresceram folheando (e aprendendo a ler) com a “turminha”. O gosto pelo futebol também se fez presente na grande obra de Mauricio de Sousa, o mais famoso e premiado cartunista brasileiro.

O Futebol da Turma da Mônica e o Corinthians iniciaram de forma inédita esta relação que posteriormente se estendeu aos demais clubes.

O autor Mauricio de Sousa já explicou inclusive que Cascão (craque da Turma) já nasceu corintiano.

Quando o Corinthians garantiu os troféus da Copa Libertadores da América de forma invicta e do Bicampeonato Mundial no Japão, Mauricio de Sousa homenageou as conquistas do Timão.

Estas homenagens relacionadas às conquistas corintianas com o personagem Cascão da Turma da Mônica, criado por Mauricio de Sousa, vem de um período bem mais antigo.

Em 1977, Cascão, criado por Mauricio de Sousa, prometeu tomar banho caso o Corinthians vencesse a Ponte Preta na final do Campeonato Paulista daquele ano.

Como é sabido, o Corinthians foi campeão depois de um jejum de quase 23 anos sem levantar a taça do campeonato estadual, e a promessa de Cascão foi divulgada no jornal “Folha de S.Paulo”.

A ideia inicial era do Cascão tomar banho nas águas do Rio Tietê para, enfim, cumprir a promessa. Mas ele desistiu após perceber que iria poluir ainda mais o local.
Durante o período do jejum de títulos paulistas do Corinthians, em 1961, Cascão também havia prometido tomar seu primeiro banho assim que o Timão levantasse a taça novamente (eram 7 anos sem títulos estaduais).

Pouco antes da grande decisão de 77, a ideia era tomar banho no gramado do Morumbi, (Cascão seria representado por uma pessoa fantasiada e receberia jatos de água). A Federação Paulista de Futebol (FPF) não autorizou.

Com o impasse Mauricio de Sousa, então, pediu sugestões aos leitores, que mandaram cartas por quase dois meses. Cogitou-se até fazer a cena em pleno Parque são Jorge.

A história chegou ao fim quando Cascão ao lado dos amigos Mônica, Cebolinha e Humberto, decidiu que tomaria banho no próximo título do Corinthians.

O título veio em 1979, quando o Corinthians voltou a bater a Ponte na final do Paulista. Desta vez, Cascão “livrou-se” do banho, pois a condição era que o Rio Tietê tinha de estar limpo para que isso ocorresse.

A linguagem das história em quadrinhos unindo-se com a paixão futebolística também traz um lado de formação humana, cidadania e humanidade.

Foi assim quando Cascão e Cebolinha protagonizaram a iniciativa que trouxe valores como a amizade, a tolerância e a paz como tema.

Série de Animação

Em 1987, a família animada mais disfuncional e amada de todas chegou às telas americanas como um quadro do “The Tracey Ullman Show”. Sim, estou falando dos “Simpsons”.

O Sport Club Corinthians Paulista e a 20th Century Fox International oficializaram em 29 de setembro de 2014, uma parceria entre o time alvinegro e os personagens do desenho animado criado por Matt Groening, de grande sucesso na TV. Com esta parceria o Timão se tornou o 5º clube no mundo a assinar um contrato com a Fox, que já havia fechado com Barcelona (Espanha), Boca Juniors (Argentina), Chelsea (Inglaterra) e Zenit (Rússia). No entanto, a diferença do clube brasileiro, comparado com os demais clubes estrangeiros, foi que no caso do Timão acordou-se o licenciamento de produtos com a imagem de Homer, Marge, Bart, Lisa e Meg.

Corinthians e a Fox decidiram lançar uma linha de produtos personalizados envolvendo os personagens do desenho animado e a marca do Timão.
Homer e Bart Simpson corintianos estampam o novo ônibus do Timão. Torcida Springfield: imagens dos personagens estão espalhadas pelo ônibus (Reprodução/Twitter)

Seis meses antes deste acordo ser assinado, em 30 de março de 2014, foi exibido nos Estados Unidos, um episódio em que os Os Simpsons voltam ao Brasil após 12 anos. No capítulo, batizado de “Don’t Have To Live Like A Referee” (Você não precisa viver como um árbitro), Homer é “convocado” para apitar durante o torneio. Porém, o chefe da família Simpson é assediado por apostadores para manipular o resultado da partida.

Como é sabido a Arena Corinthians foi o palco da abertura da Copa do Mundo, no dia 12 de junho de 2014, porém na época, a Arena ainda não estava finalizada. No entanto, o estádio está 100% preparado neste episódio de “Os Simpsons”. Aliás a cobertura da Arena Corinthians foi finalizada somente após a Copa do Mundo.

Bando de Loukinhos – Nova turminha do Timão

No ano de 2011, em parceria com a BB Editora, o Corinthians criou de forma inédita para a criançada o Bando de Loukinhos.

A criança corintiana foi pensada com carinho e o Corinthians saiu na frente, ao retratar em animação os futuros loucos do bando. O Bando de Loukinhos contribuiu para educar e divertir as futuras gerações corintianas. Surgiu primeiramente como um DVD musical.

O Corinthians é o time mais redigido e cantado do mundo da bola.

O Alvinegro do Parque São Jorge também foi tema de centenas de livros dos mais variados temas. Inesquecíveis conquistas, muita comemoração de títulos, invasões da Fiel Torcida, história, ídolos, rebaixamento, retorno à elite, tudo foi retratado em publicações. Até mesmo os torcedores mirins ganharam atenção.

A memória preserva a história corintiana, assim como, o coração corintiano carrega todas suas emoções.

As obras literárias são fundamentais para a formação de um clube e sua torcida, e assim foi com o Corinthians, que soma diversos elementos desde as primeiras leituras.

E isso não foi diferente com a história deste corintiano que vos escreve. Garoto, ganhava do meu avô os fascículos “Corinthião” e posso afirmar que graças a isso, a paixão pelo clube, por sua magnífica história e seus ídolos formaram o corintiano que me tornei. Quando vi Luizinho “O Pequeno Polegar” sentado na bola em um dos fascículos, bem…  até hoje respondo que meu ídolo corintiano chama-se Luis Trochillo. Quando li a história e vi a imagem do gol de “puxeta” de Ruço, com seus cabelos impactantes mandando beijinhos doces para a torcida, nunca mais o esqueci.

A leitura não trás apenas conhecimento, traz emoção e muita paixão. Mesmo que seja através de um simples fascículo.

A música também buscou inspiração no Corinthians

Nem só de canais por assinatura e Pay-per-view vive o esporte bretão.
Além de instrumentos musicais, especialmente para o futebol há um instrumento essencial. O rádio.

As transmissões radiofônicas dos jogos do Timão através de inesquecíveis narradores, fizeram os feitos corintianos dentro de campo tornarem-se ainda mais inesquecíveis.

Entretanto, seus alto-falantes também irradiaram a inspiração de diversos compositores e cantores. O Timão foi homenageado por muitos nomes importantes da música popular brasileira, e não a toa, é um dos temas favoritos dos músicos.

Na música, assim como em qualquer manifestação artística inspirada no Corinthians, sua influencia na vida e na formação da identidade de qualquer pessoa vai  além de impressões, opiniões e gostos, pois o Corinthians tem a capacidade de mexer com os nossos sentimentos e nossas impressões afetivas.

Há no Corinthians, o Departamento Cultural, que tem como objetivo promover a cultura entre os corintianos, e disseminar o corinthianismo através da rica história de lutas e conquistas do Time do Povo.

Pensando na característica sociológica e antropológica que o Sport Club Corinthians Paulista possui, foi inaugurado em 2015 o NECO: Núcleo de Estudos do Corinthians, cujo projeto visa discutir a relação do clube com a sociedade.

Viva a arte da vida! Viva o Corinthians!

O futebol no Brasil tornou-se arte e como o Corinthians “és do Brasil, o clube mais brasileiro” no compasso da bola e da música jamais desafinam.

VAI CORINTHIANS!!!

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