Com agilidade, pontes acrobáticas, arrojo, reflexos, frieza e envergadura eles “Salvaram o Corinthians”.

Saudações corinthianas!

Neste dia 26 de Abril de 2019 é comemorado o dia do goleiro. Para homenagear alguns dos maiores guardiões da meta alvinegra, preparei um especial sobre os maiores goleiros da história do Corinthians.

Casemiro do Amaral

Nascido em Lisboa foi goleiro corintiano desde seu primeiro ano em época varzeana. Foi fundamental nos jogos eliminatórios que valeram vaga para o Campeonato Paulista de 1913.
Na tarde de 07/setembro/1913, no 1º tempo contra o Germânia (hoje Esporte Clube Pinheiros), Casemiro tornou-se o primeiro goleiro corintiano a defender um pênalti.

Em 1914, ano em que o Corinthians sagrou-se campeão paulista pela 1ª vez em sua história, Casemiro trocou o Corinthians pelo Mackenzie onde se tornou o melhor goleiro do futebol paulista.

Retornou ao Corinthians em 1918. Defendeu a Seleção Brasileira em seis oportunidades e é um dos cinco jogadores estrangeiros a ser convocado pela seleção. Junto a ele estão o britânico Sidney Pullen (1916-1917), o italiano Francesco Police, o russo Adolpho Milman (1942) e o belga Andreas Pereira (2018).

No Corinthians o lisboeta Casemiro do Amaral defendeu o Corinthians em 28 jogos e ficou marcado na história dos grandes goleiros corintianos.

O Arqueiro Encapetado do Timão

Tuffy Neujm também faz parte dos grandes goleiros corintianos. O “satanaz” foi o primeiro xodó da Fiel.
O camisa 1 do tricampeonato paulista de 1928/29/30 também foi o primeiro goleiro a se tornar um verdadeiro ídolo vestindo a camisa corintiana.

Pegador de pênaltis e consagrado como um dos grandes astros do futebol brasileiro, fazia o tipo galã, participou de um filme em 1931 e tornou-se gerente do Cine Santa Helena no centro de São Paulo.

Vitimado por uma pneumonia dupla aos 37 anos, foi enterrado com a camisa de goleiro do Corinthians.

 

Os goleiros atuavam com as mãos desprotegidas. Tuffy foi um dos pioneiros no Brasil a jogar utilizando luvas.

Bendito seja o Benedito!

José Benedito Tobias, para a Nação Corintiana somente Tobias.

Sim… foi ele quem estava no gol na invasão corintiana de 1976 e colocou o Timão na final do Campeonato Brasileiro. Sim… foi inesquecível.

Quem defendeu a meta corintiana em 13/10/1977 também foi ele.
Foi no terceiro jogo que o Corinthians findou o jejum de títulos paulistas após 22 anos 8 meses e 7 dias.

Ágil esteve presente em momentos inesquecíveis da história do Sport Club Corinthians Paulista.

Tobias (no alto), goleiro do Corinthians, comemora o fim do jejum corintiano em 1977, após a partida final contra a Ponte Preta.

Outro especial goleiro desta histórica conquista chama-se Jairo “O Pantera Negra”.
Ele jogou a segunda partida final contra a Ponte Preta.
Dois anos depois já como titular absoluto, Jairo voltou a ser campeão paulista, curiosamente conquistado contra a Ponte Preta em 1979.

O Goleiro Maior

Quem estava na conquista do IV Centenário de São Paulo foi o inigualável Gylmar dos Santos Neves que marcou a história da seleção brasileira e do Corinthians.

Foto utilizada no Troféu Gylmar dos Santos Neves conquistada pelo Corinthians após empate por 1 à 1 no Clássico Alvinegro de 13/01/2019.

Falar em Gylmar torna inevitável fazer uma menção honrosa ao goleiro Cabeção.

Conhecido por sua tranquilidade e agilidade Luiz Morais “Cabeção”, chegou ao Corinthians com 8 anos. Tempos depois já apelidado de Cabeção com 19 anos sobe para a equipe principal juntamente com outros grandes ídolos corintianos, como por exemplo, Idário, Belangero e Luizinho “O Pequeno Polegar”.

Cabeção foi um goleiro tão bom que foi o único goleiro capaz de fazer frente à Gylmar dos Santos Neves que já era considerado o melhor goleiro do Brasil.

Se o “Girafa” era o melhor goleiro do país certamente Cabeção era o segundo melhor.
Para proteger a meta corintiana, ambos duelaram pela titularidade com muita eficiência e muitas alternâncias.

Cabeção também garantiu presença no selecionado nacional para a Copa do Mundo de 1954 disputada na Suíça. Com Gylmar contundido, Cabeção foi reserva de Castilho, fabuloso goleiro do Fluminense.

Com 324 jogos, Cabeção é o 4º goleiro que mais vezes jogou no Corinthians.

Cabeção e Gylmar em treino no Parque São Jorge.

Gylmar é o 3º goleiro que mais jogou vestindo o manto corintiano. Foram 395 partidas.

Um dos melhores goleiros do Brasil e do mundo de todos os tempos.

Ídolo do Corinthians.
Arrojado, elástico e acima de tudo seguro. Por 10 anos defendeu a meta corintiana.

Quando não conseguia defender algum gol adversário, por vezes, espanava os ombros e mandava seus companheiros à forra com a garantia de que no gol dele a bola não entraria mais.

Com as mãos eternizadas na calçada da fama, Gylmar dos Santos Neves foi Ídolo no Corinthians, Santos e na Seleção Brasileira. Quando faleceu aos 83 anos a bandeira do seu time de coração cobria seu caixão. Claro, a bandeira do Timão.

Talvez venha a existir algum goleiro que o iguale, ou mesmo o supere, porém Gylmar dos Santos Neves foi o goleiro titular indiscutível da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1958 e 1962. Chegou à seleção brasileira após tornar-se um dos heróis da conquista do campeonato paulista em 1954, um título histórico, marcado pelo quarto centenário da cidade de São Paulo.

Com a titularidade do Corinthians conquistada, ele chegou à seleção brasileira e jogando pela seleção, Gylmar escreveu definitivamente seu nome na história.

Titular absoluto nas duas primeiras conquistas mundiais do Brasil, em 1958 e 1962, ele passava segurança enquanto Pelé, Garrincha e Vavá asseguravam os gols.

Por seleções, bicampeão mundial só existe um goleiro no mundo, ele mesmo, Gylmar.

Além do bicampeonato mundial com a seleção, Gylmar também conquistou a Libertadores e Mundial Interclubes pelo Santos em 62 e 63.

Sua polêmica transferência ao rival praiano não foi amistosa e foi provocada por desentendimentos com o presidente Wadih Helu que o acusava de simular uma contusão para facilitar a transferência em 1961.

Valorizado de forma incontestável na seleção, a conturbada saída não apagou seus feitos no Parque São Jorge. Por absoluta maioria, Gylmar sempre é lembrado por sua elegância, extrema educação e gentileza (além da pinta de galã).

Pelo Corinthians (seu time de coração), além do inesquecível título do IV Centenário em 1954, Gylmar também conquistou o Torneio Internacional Charles Miller (1955), Campeonato Paulista (1951, 1952), Torneio Rio-São Paulo (1953 e 1954), Pequena Taça do Mundo de 1953…

Impossível Gylmar não ser citado nas pesquisas das seleções de todos os tempos de Corinthians, Santos e também, na brasileira.

Até hoje, muitos corintianos ainda o consideram o melhor goleiro que já passou pelo clube.

Como um Gato!… Selvagem

Pouco lembrado pelos torcedores, marcou época por seu estilo arrojado e estiradas espetaculares.

Vestia-se todo de preto e também por isso ganhou o apelido de “O Gato Selvagem”.

Bino estava no Corinthians quando o clube conquistou o 1º título do Torneio Rio-São Paulo em 1950. Estava presente na fase em que o Corinthians ficou sem conquistar um Campeonato Paulista (1941 à 1951) e quando o Corinthians finalmente quebrou o jejum estadual com o bicampeonato de 1951/1952, Bino ainda estava no clube.

Bino fez parte de um fortíssimo time corintiano que contou com outros eternos ídolos do alvinegro do Pq. São Jorge. Como por exemplo: Domingos da Guia “O Divino Mestre”, “O Mestre” Brandão, Servílio “O Bailarino”, Idário “O Deus da Raça”, Cláudio “O Gerente”, Luizinho “O Pequeno Polegar”, Baltazar “O Cabecinha de Ouro” – Nesta fotografia: Em pé, da esquerda para a direita: Pelliciari, Hélio, Aldo, Bino, Domingos da Guia e Aleixo. Cláudio, Baltazar, Servílio, Nenê e Rui.

Espaaaaalma Ronaaaaaaaaaaldo!

Quem estava na conquista do primeiro Título Brasileiro em 1990 e na conquista da primeira Copa do Brasil em 1995 foi Ronaldo Giovanelli.

Foi goleiro reserva de dois dos maiores goleiros brasileiros (Carlos e Waldir Peres).

No Campeonato Paulista de 1988 o goleiro Carlos se machucou durante o Majestoso de 28/fevereiro/1988 o até então garoto de 20 anos Ronaldo inicia sua jornada defendendo um pênalti de Darío Pereyra (ídolo são-paulino).

Carlos durante treino no Corinthians em 1988.

Daí para frente, Carlos, o excepcional goleiro titular da Copa do Mundo de 1986 foi afastado por contusão e não retomou a titularidade.

Waldir Peres foi o titular da inesquecível seleção brasileira na Copa da Espanha em 1982.
Foi contratado pelo Corinthians em 1986, mas ficou na reserva de Carlos. Firmou-se como titular da meta corintiana no ano seguinte, porém em 1988 foi negociado com a Portuguesa e abriu as portas do gol para Ronaldo Giovanelli.

Valdir Peres, goleiro do Corinthians, antes da partida contra o São Paulo FC, válida pela final do Campeonato Paulista de 1987.
Como reserva imediato do contundido Carlos e com Waldir Peres negociado com a Lusa, Ronaldo conquistou a posição e o 20º título paulista do Corinthians.

Inspirou toda uma geração de garotos que jogavam no gol.

É o maior goleiro em número de jogos e o terceiro entre os que mais atuaram pelo Corinthians (Wladimir  possui 805 jogos e Luizinho “O Pequeno Polegar, 604).

Depois de 10 anos no time, o técnico Vanderlei Luxemburgo não autorizou a renovação de seu contrato e sua última partida como titular do Corinthians foi em 29/janeiro/1998 quando o Vasco da Gama derrotou o Timão por 1 à 0 pelo 1º Turno do Torneio Rio-São Paulo.

Deixou o Corinthians com a impressionante marca de 602 jogos e a baixa média de gols sofridos (0,97) por partida. Tornou-se ídolo e dono da camisa 1 corintiana por toda uma década.

Ado “O Galã”

No auge dos musicais cinematográficos da década de 60, em 1969 surgia no Parque São Jorge Eduardo Roberto Stinghen, o Ado.

Com pinta de galã era apontado como um dos mais bonitos jogadores do Brasil e defendeu a meta corintiana entre 1969 e 1973. Período em que o Timão sofria o longo jejum de títulos paulistas (o principal da época) e que durava desde 1954.

Apesar do período difícil da história corintiana, Ado honrou com grandes defesas a meta do Coringão participando de jogos memoráveis. Em um deles, Ado deixou seu nome gravado na memória de todo corintiano. No dia 25 de abril de 1971, o Corinthians perdia por 3 a 2 para o eterno rival Palmeiras, que era favorito. No entanto, o Timão conseguiu virar o placar para 4 a 3 em um jogo inesquecível para todos os corintianos.

No ano seguinte, após ótimas atuações no gol alvinegro, Ado virou uma “Fera do Saldanha”, como eram conhecidos os jogadores do selecionado na época em que foi comandado por João Saldanha – ou João Sem-Medo, como diria o jornalista, dramaturgo e seu amigo Nelson Rodrigues.

Como reserva do goleiro Félix, Ado integrou o grupo que chegou ao tricampeonato mundial na Copa do Mundo do México em 1970.

Em Pé: Carlos Alberto, Wilson Piazza, Brito, Clodoaldo, Marco Antonio, Ado; Agachados: Jairzinho, Rivellino, Tostão, Pelé e Paulo Cézar Caju.

Solito e Solitinho

Mesmo sem ser muito badalado, Solito foi o goleiro que defendeu a meta do Timão na conquista do primeiro título da Democracia Corinthiana em 1982 (o irmão Solitinho era seu reserva).

Como suplente do arrogante, orgulhoso, mascarado, prepotente, desbocado, personalista e grande goleiro Leão, Solito ajudou o Timão a conquistar o bicampeonato paulista em 1983.

Vaidoso, Leão sempre inovou em seus uniformes. Nesta fotografia de Domício Pinheiro/Estadão, o goleiro Emerson Leão veste a famosa camisa zebrada que usou no Corinthians em 1983.

O Corinthians foi o primeiro clube a utilizar a camisa com dizeres publicitários, porém a primeira ação de marketing do futebol começou, não para buscar resultados financeiros, mas para propagar uma ideologia.

Pela primeira vez um clube, um time e sua torcida contribuíram na luta pela redemocratização do país.

Solitinho foi o indomável goleiro da Democracia Corinthiana. Chegou junto com o irmão Solito ao time profissional do Corinthians (ambos formados na base).


Não se firmaram, porém marcaram época na história do Corinthians.

Após “pendurar as luvas”, Solitinho trabalhou no Corinthians como preparador de goleiros forjando gerações.
Com reconhecida competência chegou à seleção para treinar os arqueiros brasileiros.

Dida “O Rei dos Pênaltis”

Quem estava na conquista do 1° Mundial de Clubes da FIFA em 2000 foi o gélido Dida.
Dida defendendo cobrança de pênalti na definição do título mundial, no Maracanã.

Com quase dois metros de altura, de grande envergadura, especialista em defesas de pênaltis e referência nos quesitos técnicos, Dida também conquistou o Campeonato Brasileiro de 1999, a Copa do Brasil e o Rio-São Paulo de 2002.

Passava muita segurança ao time, principalmente quando o Corinthians precisava definir uma classificação ou conquista de título em cobranças de pênaltis.

Em menos de um ano, Dida defendeu 6 pênaltis, 4 deles seguidamente.

Além de defender um pênalti vascaíno na decisão do Mundial de Clubes de 2000 e simplesmente sair andando após Edmundo chutar para fora o pênalti que deu o título ao Corinthians (consolidando-lhe também o apelido de “O Homem de Gelo”).

Mas não foi somente na decisão do Mundial de Clubes que a Fiel Torcida tem boas recordações.

Também ficaram marcados na memória corintiana as defesas de pênaltis contra o Real Madrid, São Paulo e Rosario Central.

No primeiro jogo da semifinal do Brasileiro de 99 contra o São Paulo, Dida defendeu 2 pênaltis cobrados por Raí, um em cada canto. O segundo foi aos 47′ do segundo tempo garantindo a vitória por 3 à 2.

Neste Majestoso, o experiente reserva Maurício, entrou no jogo contribuindo diretamente com essa inesquecível vitória. Fez importantíssima defesa aos 54′ do 2º tempo.

Dida foi substituído depois de Raí lhe dar um pisão ocasionando um corte no joelho direito, que ficou inchado, no rebote que Raí tentou aproveitar após a defesa do segundo pênalti.

Maurício viveu seus melhores momentos no Corinthians, porém nunca foi unanimidade no Parque São Jorge.

Gazeta Press: Dida(E) e Maurício, goleiros do Corinthians, durante o treino para a partida contra a Ponte Preta, válida pelo Campeonato Paulista de 2000. Emprestado pelo Milan-ITA, Dida ficou no Corinthians de 1999 à 2002.

Apesar de seus 1,81m era encarado como baixo, porém compensava e muito com sua agilidade. Chegou, inclusive, a ser convocado pelo técnico Falcão à seleção brasileira.

Mesmo assim, cada vez que surgia a oportunidade de se firmar como goleiro titular a comissão técnica e a diretoria hesitava em lhe confiar a responsabilidade de assumir o gol corintiano.

Maurício já havia substituído Ronaldo Giovanelli, quando sob suspeita de lesão na mão, fez sua última partida pelo Timão.

Na decisão de pênaltis contra o Palmeiras que culminou com a eliminação do Timão nas quartas de final da Libertadores-99, foi Maurício quem estava no gol, substituindo o “crucificado” e sempre criticado goleiro Nei.

No mês seguinte, 4 dias após o Palmeiras conquistar a inédita Libertadores, houve o Derby decisivo pelo Campeonato Paulista.

O Corinthians conquistou seu 23º título estadual após a partida ser interrompida devida confusão generalizada após as famosas embaixadinhas do atacante Edílson.

O goleiro Maurício jogou as duas partidas decisivas e além de comemorar este título paulista contra o maior rival que havia eliminado o Corinthians da Libertadores, sempre na reserva de Dida, foi bicampeão brasileiro de 1999.

Ao todo, Maurício foi campeão paulista (1997, 1999 e 2001) e brasileiro (1998/99). Acabou perdendo a credibilidade de vez ao falhar nos dois gols do Grêmio no primeiro jogo das finais da Copa do Brasil de 2001, em Porto Alegre, que o Timão vencia tranquilamente por 2×0 até os 18 minutos do 2º Tempo. Na segunda e decisiva partida, no Morumbi, o Corinthians deixou escapar em casa o título nacional ao perder o jogo por 3 à 1.

Após a conquista do bicampeonato brasileiro de 1999 o goleiro Dida mostraria toda sua capacidade durante o Mundial de Clubes, disputado em janeiro de 2000.

Contra o poderoso Real Madrid, aos 37 minutos do segundo tempo, foi marcado pênalti contra o Corinthians, e o atacante Anelka (que já havia marcado os 2 gols do time merengue) tinha em seus pés a chance de garantir a vitória e a classificação para a final do torneio. O francês chutou no lado direito, mas Dida pegou.

Nas oitavas de final da Libertadores de 2000, a decisão classificatória foi para os pênaltis e Dida ajudou o Corinthians a chegar às quartas de final.

Convocado em 2002 para a reserva de Marcos na seleção brasileira, se tornaria pentacampeão mundial.

Os pentacampeões. Em pé: Lúcio, Edmílson, Roque Júnior, Gilberto Silva, Marcos, Kaká, Vampeta, Ânderson Polga, Dida, Rogério Ceni e Belletti. Agachados: Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Roberto Carlos, Kléberson, Rivaldo, Cafú, Júnior, Ricardinho, Luizão, Edílson, Denílson e Juninho Paulista.

Certamente Dida está entre os maiores e melhores goleiros que já vestiram o uniforme do Corinthians.

Felipe “O Guardião da Fiel”

Em 2008 o Globoesporte.com realizou uma promoção que premiava o torcedor corintiano com um par de chuteiras e outro de luvas autografadas pelo camisa 1 do Alvinegro.
Foram 1.953 participantes escolhendo entre os apelidos “Aranha Negra”, “Pantera Negra”, “Paredão da Fiel”, “Muralha da Fiel” e “Guardião da Fiel”. Com 33,56% dos votos o goleiro Felipe tornou-se “O Guardião da Fiel”.
Sua forte personalidade e talento conquistaram a Fiel Torcida.
Felipe chegou ao Corinthians em 2007 com outros jogadores vindos do Bragantino que não deram certo no Timão (Zelão, Everton Santos, Moradei e Cadu).
O Corinthians jogou bem as 5 primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro que viria terminar de forma trágica com o inédito rebaixamento, porém Felipe foi fundamental para que o Corinthians chegasse até a última rodada do Brasileirão-07 com alguma chance de não cair.
Brigando pela permanência na Série A com o Goiás, na antepenúltima rodada, ambos se enfrentaram no estádio Serra Dourada quando aos 32′ do segundo tempo Felipe defendeu um pênalti que garantiu o empate em 1 à 1 mantendo as esperanças de permanência do Coringão na 1ª divisão dependendo apenas de si, afinal de contas, faltavam mais duas rodadas, contra o Vasco (casa) e o Gêmio (fora), para que o time de Parque São Jorge permanecesse na elite do futebol brasileiro.
Trecho da carta que revela possíveis subornos no Brasileiro de 2007. Reportagem de Thales Calipo em 19/08/2010 – 07h20

Em 2009 o diretor de futebol do Goiás, Marcos Figueiredo, já havia declarado sobre a ‘dívida de gratidão’ do Goiás com o Internacional.

Na época o presidente do Corinthians Andrés Sanchez, assim como, o goleiro corintiano Felipe se manisfestaram questionando a idoneidade dos atletas colorados (que jogaram a última rodada contra os esmeraldinos) alegando o popular ‘corpo mole’ na última rodada do Brasileirão-07 em função de um suposto suborno por parte da equipe do Goiás. Os gaúchos jamais aceitaram perder o título do Brasileiro de 2005 para o Corinthians. O camisa 1 alvinegro acusava, principalmente, o atacante Fernandão, atleta do Inter na época, de facilitar o confronto para o Goiás.

O rebaixamento do Corinthians no Brasileirão de 2007 ocorreu em função do empate em 1 à 1 contra o Grêmio em Porto Alegre e devido a isso o Corinthians passou a depender de um empate ou derrota do Goiás que jogava contra o Internacional-RS no estádio Serra Dourada. O Goiás acabou vencendo o jogo inclusive sob suspeita de comprar alguns jogadores do Inter e só não foi rebaixado no lugar do Corinthians porque o pênalti que sagrou a vitória do Goiás foi cobrado 3 vezes e convertido somente na última, pois o árbitro julgava que o goleiro do Internacional estava se adiantando.

Vale ressaltar que em 19/12/2010 noticiou-se que o árbitro da partida que mandava voltar a cobrança da penalidade por mais de duas vezes até a conclusão do gol que salvou o Goiás foi preso por ser acusado de receber propina de traficantes para não reprimir a venda de drogas na região. As informações são da assessoria da Polícia Civil. O ex-árbitro Djalma Beltrami que ficou no quadro de árbitros da CBF de (1995 a 2010) e da Fifa (2006 a 2008) tornou-se comandante do 7º BPM (São Gonçalo-RJ).

O Timão terminou o ano em crise e rebaixado.

Felipe fez o que pôde para tentar evitar a queda do Corinthians para a Série B com suas defesas, principalmente de pênaltis, mas acabou não conseguindo. Mesmo assim, a Fiel Torcida identificava em seu novo goleiro a possibilidade de ter outro grande goleiro negro como ídolo (Dida havia sido o último).

No primeiro semestre de 2008, Felipe definitivamente conquistava os corações da torcida corintiana.

Nas oitavas de final da Copa do Brasil-08, Corinthians e Góias se reencontravam após duelarem no ano anterior contra o rebaixamento.

Felipe nunca fugiu de polêmicas e quando viu o Timão ser provocado, rebateu para delírio da Fiel.

Foi assim em 2008, quando Hailé Pinheiro, dirigente do Goiás, disse, em referência à camisa roxa do clube, que iria “chupar uvas roxas” após a vitória do time esmeraldino por 3 a 1 diante do alvinegro, no primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil-08.

No jogo da volta, no Morumbi, o Corinthians massacrou o Goiás por 4 à 0 logo aos 30 minutos do primeiro tempo. Após o apito final, Felipe deu uma “volta olímpica” no gramado desfrutando de um cacho de uva verde, em resposta à declaração do provocador dirigente goiano.

Após superar o São Caetano nas quartas de final, o Corinthians enfrentou o Botafogo pelas semifinais e Felipe foi o grande herói da classificação corintiana que foi decidida nas penalidades, O “Guardião da Fiel” agarrou a última cobrança carioca, efetuada por Zé Carlos, saiu correndo em direção à torcida e não parou de comemorar. Durante os 90 minutos, no gol do Botafogo, Felipe havia falhado mas se recuperou em grande estilo naquela noite.

No primeiro jogo da decisão, o Timão venceu o Sport por 3 à 1 (podendo inclusive ter vencido por mais), porém o gol sofrido no final do jogo proporcionou que o Sport fizesse aquilo que precisava. Venceu o Corinthians por 2 a 0 e ficou com a taça. Infelizmente Felipe falhou no gol do título do Sport, porém time e torcida, atribuíram ao árbitro da decisão Alício Pena Júnior, a responsabilidade pela derrota na decisão.

Faltando 3 minutos para o fim do jogo, Acosta foi derrubado dentro da área em disputa com o goleiro Magrão. O técnico corintiano Mano Menezes alegou que a conversão daquele pênalti provavelmente representaria o gol do título do Corinthians.

Apesar da derrota na final da Copa do Brasil-08, Felipe manteve-se como goleiro titular e ajudou a levar à equipe de volta à primeira divisão nacional como campeão da Série B.

Felipe(C), goleiro do Corinthians, comemora com a torcida o acesso de sua equipe à Série A do Brasileirão 2009, após pular o alambrado do estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), na vitória de 2 à 0 contra o Ceará, em rodada válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro 2008, da Série B.
Em 2009, Felipe foi o goleiro titular do time campeão paulista invicto e da Copa do Brasil.
Felipe, goleiro do Corinthians, comemora com a faixa a conquista do Campeonato Paulista 2009, após a segunda partida da final contra o Santos FC. O Timão empatou o jogo, em 1 a 1, conquistando o título. No primeiro confronto entre as duas equipes, o time de Parque São Jorge venceu por 3 a 1.
Pelo estadual o Timão eliminou o São Paulo na semifinal e venceu o Santos na final com participação fenomenal de Ronaldo Luís Nazário de Lima que na Vila Belmiro fez um gol antológico. Ronaldo também foi protagonista na conquista da Copa do Brasil contra o Internacional-RS que comemorava seu centenário e perdeu o título dentro Beira-Rio.
Felipe, goleiro do Corinthians, faz provocação aos “Chorolados” e ao presidente do Internacional “Fernando DVD de Carvalho” no pódio durante a comemoração do título da Copa do Brasil 2009, após a segunda partida da final contra o Internacional-RS. O Timão empatou o jogo, em 2 a 2, conquistando o título. No primeiro confronto entre as duas equipes, o time de Parque São Jorge venceu por 2 a 0.

Depois de ter caído, subido e conquistado títulos com o Corinthians, além de estar presente protagonizando as “vinganças” contra dois clubes (Goiás e Internacional) que influenciaram o rebaixamento do Corinthians em 2007 sob suspeitas de pilantragens. Foi durante o centenário corintiano que Felipe entrou em rota de colisão com o então presidente alvinegro, Andrés Sanchez.

O goleiro foi acusado de ter tentado forçar uma saída para o Genoa, da Itália, e bateu boca na imprensa com o mandatário. Consequência? Foi negociado com o Braga, de Portugal, e saiu de Parque São Jorge com a imagem arranha, pela porta dos fundos.

“Pela história que eu tinha no clube, ter batido boca com o presidente em rede nacional ficou feio para mim. Se eu pudesse mudar alguma coisa, seria a forma como eu saí do Corinthians. Teve erros das duas partes, é claro, mas principalmente da minha… Eu era um funcionário do clube, então não poderia ter agido daquela maneira. Tudo poderia ter sido diferente. Me arrependo da forma como saí do Corinthians”. Em entrevista à JovemPan online de 28/07/2017 11h49.

Gigante Cássio

Foi ele quem defendeu o indefensável no Pacaembu no dia 23 de maio, quando definitivamente o Corinthians foi ungido ao título da Libertadores de 2012, assim como, também foram dele os milagres em Yokohama para o Bicampeonato Mundial do Timão.
Ao defender as cobranças de pênalti de Nery Domínguez e Augusto Solari, Cássio aos 31 anos de idade, não só fez o Corinthians eliminar o Racing-ARG e avançar à 2ª fase da Copa Sul-Americana no dia 27/02/2019. O atual camisa 12 do Corinthians também igualou a marca de jogos de Gylmar dos Santos Neves, com 395 jogos pelo clube. No dia 2 de março de 2019, Cássio tornou-se o 2º goleiro que mais jogou no Corinthians ao entrar em campo em partida que terminou empatada em 1 à 1 no Estádio do CIC contra o São Bento de Sorocaba pelo Campeonato Paulista.

Pessoalmente avalio que as mais importantes defesas realizadas pelo Gigante Cássio foram feitas em uma quarta-feira, 28 de março de 2012, quando o vice-líder Corinthians com 34 pontos enfrentou e venceu o XV de Piracicaba pelo Campeonato Paulista.

A estreia de Cássio com a camisa do Timão ocorreu após o Timão vencer o clássico contra o Palmeiras por 2 à 1 também pela primeira fase do Campeonato Paulista.

Após o Derby Paulista disputado no domingo, 25 de março de 2012, o técnico Tite optou em escalar jogadores reservas na rodada seguinte.

“Aqui é Corinthians”. O arqueiro corintiano mostra a cicatriz após ter fratura exposta em 2011, ano que o Corinthians conquistou seu Pentacampeonato Brasileiro, ainda no 1º turno, o goleiro Júlio César permaneceu em campo com o dedo quebrado na vitória do Corinthians por 2 à 0 contra o Botafogo no Rio de Janeiro. O técnico Tite já havia feito as três substituições. A lesão ocorreu aos 41′ do 2º tempo.

Julio Cesar era o goleiro titular e pentacampeão brasileiro. A Fiel torcida estava insatisfeita com sua inconstância e nervos a flor da pele que provocavam falhas.

Minha paciência e de boa parte da torcida já estava no limite. Julio César não estava correspondendo e a admiração ao goleiro campeão brasileiro de 2011 (vindo das categorias de base do Timão) estava proporcionalmente se convertendo em críticas revoltosas.

Contra o XV de Piracicaba, a escalação de Cássio motivava grandes esperanças da Fiel torcida em ter um goleiro confiável para a continuidade no principal objetivo da nação corintiana, a Libertadores da América.

Ao final do jogo, com uma sequência de defesas, Cássio alivia a todos.

Sim…
Temos um goleiro e estamos às vésperas dos mata-matas da Libertadores 2012.

O Gigante Cássio que estreou como titular contra o XV, assume a titularidade 6 jogos depois, após Júlio César falhar na derrota para a Ponte Preta que eliminou o Corinthians nas quartas de final do Paulistão (2 à 3, 22/4/2012).

Cássio praticou uma das maiores defesas da história do Corinthians de todos os tempos. Desviou para escanteio um chute no canto, cara a cara, de Diego Souza que vinha carregando a bola sozinho desde antes do meio campo.

Em 2012, Cássio parou Diego Souza em lance decisivo das quartas de final da Copa Libertadores (Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Após esta defesa pelo segundo jogo das quartas de final contra o Vasco, o corintiano pressentiu que o Timão conquistaria o titulo inédito da Libertadores da América.

Na semifinal, o Corinthians superou o Santos que comemorava 100 anos e lutava pelo bicampeonato.

Na final o Corinthians superou o Boca Juniors-ARG e comemorou o titulo de forma invicta, realizando a melhor campanha da história.

Na decisão do Mundial de Clubes, contra o Chelsea da Inglaterra, com uma série de grandes defesas o Gigaaaante Cássio! Foi considerado o melhor jogador em campo naquela final.

Cássio também esteve entre os escolhidos por Tite para tentarem o hexacampeonato da Copa do Mundo, na Rússia.

Dizem que no futebol a posição mais ingrata é a de goleiro…

De tão ingrata apertei meu coração ao colocar Ronaldo como titular da minha seleção corintiana de todos os tempos.

Sim…
Tirei Gylmar dos Santos Neves da minha seleção. Não foi fácil.

Agora, de novo, vejo-me tirando a titularidade da meta corintiana de um goleiro de técnica excepcional apurada pelo Sr. Luiz Morais.

Ronaaaaaldo!… Gigaaaaante Cássio!

Ambos foram decisivos para engrandecer ainda mais a história corintiana.

Por enquanto minha seleção do Timão de todos os tempos ainda é:

Ronaldo; Zé Maria, Domingos da Guia, Gamara, Wladimir; Sócrates, Rivellino, Marcelinho Carioca, Luizinho; Cláudio e Baltazar.

Mas a razão tornara-me mais uma vez irracional.

Como pode um corintiano tirar da sua seleção Gylmar dos Santos Neves e depois Ronaldo Giovanelli?

Gigante é a dor no coração.

Inevitável vem se apresentando a condição.

Apego-me à também gigante idolatria a estes inesquecíveis arqueiros corintianos e ao gigantesco amor ao Sport Club Corinthians Paulista, pois neste sentimento estamos todos unidos.

Gigante Cássio prepare-se você vai entrar….

VAI CORINTHIANS!!!

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