Pelénezima e Milésima Vez, Corintiano de Botão e Coração.

Saudações corinthianas!

É comum na história dos grandes clubes de futebol espalhados pelo planeta bola, que seus próprios ídolos e suas histórias sejam vangloriadas.
Entretanto há um clube no mundo (talvez o único) que engrandeça a história de um ídolo (o maior da história do futebol) e a sua própria, possuindo uma centenária rivalidade.

É impossível discorrer sobre a história do Corinthians sem mencionar Pelé, assim como, é impossível contar a história do Rei do Futebol sem mencionar o Sport Club Corinthians Paulista.

Na história de ambos um fato cinquentenário serve de moldura desta história. O Milésimo gol de Pelé.

Sim, a história conta que no dia 19 de novembro de 1969 foi comemorado o 1.000º gol de Pelé em um jogo contra o Vasco da Gama, no Maracanã.

Sim, por pouco a consagração do Rei do Futebol não foi em um Clássico Alvinegro no Pacaembu em um dia 19, porém do mês anterior, quando o Santos entrou em campo para enfrentar o Corinthians.

Em campo o Rei e o Reizinho se enfrentavam (na época Pelé contabilizava 996 gols), porém 30 anos depois no trintenário do milésimo gol de Pelé foi divulgada uma recontagem e descobriu-se que neste Clássico Alvinegro Pelé já tinha 999 gols.

Recentemente foi descoberto pelo pesquisador Fernando Gallupo (palmeirense que colaborou com o pesquisador corintiano Celso Unzelte) um jogo nos tempos da várzea.

Crédito: A Gazeta Esportiva, dezembro de 1948/Almanaque do Timão

Esta descoberta mexeu com toda a contabilidade histórica, pois o Corinthians passou a ter uma vitória e um gol marcado a mais.

Coincidentemente há exatos 30 dias do 50º aniversário do Milésimo gol de Pelé, o Corinthians fazia contra o Cruzeiro o gol 11 mil de sua história e praticamente 30 dias depois descobre-se na verdade que o lateral direito Fágner fez o gol 11.001 o gol 11.000 foi feito pelo atacante Gustavo no empate de 2 a 2 contra o Goiás no estádio Serra Dourada.

Em tempos de equiparações, unificações e oficializações, a recontagem de gols também mexe com a história. A diferença é a ausência de politicagem, pois o milésimo gol do Rei do Futebol continua sendo divulgado como sendo contra o Vasco da Gama às 23h23 da noite de 19 de novembro de 1969.

E este fato tornou-se imutável na linha temporal.
Em 19/outubro/1969, Pelé fez seu milésimo gol aos 37 minutos do 1º Tempo contra o Corinthians (uma das maiores vítimas de sua vitoriosa carreira) que vencia a partida com gol feito pelo Reizinho do Parque 4 minutos antes.

Não valeu, não contou, pois o jogo foi interrompido no intervalo por causa da chuva torrencial que caiu na cidade de São Paulo. O resultado foi cancelado para efeito classificatório do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão) e uma nova partida foi marcada.

Em 4 de novembro Corinthians e Santos se enfrentaram novamente no estádio do Pacaembu, em partida que substituía a anterior e foi interrompida por causa da chuva.
Em campo o Corinthians brigava para garantir a classificação à próxima fase do Robertão que na época já era chamada de Taça de Prata.

Em excelente campanha o Corinthians aparentava reunir forças para recuperar-se definitivamente da tragédia ocorrida em uma manhã cinzenta de 28 de abril de 1969.

Pelé poderia muito bem fazer 4 gols e chegar logo aos mil. O Clássico foi televisionado tamanha importância do clássico. O novo goleiro do Corinthians, Ado, com suas boas defesas chamou atenção.


A vontade de Pelé persistia, 15 dias antes a festa prevista na Vila Belmiro foi cancelada por causa da chuva.
Porém em campo junto ao Rei estava o Reizinho do Parque.

Pelé embora tenha lutado muito pelo seu milésimo gol, passou o clássico igual ao uniforme santista, “em branco”, enquanto Rivellino fazia 2 gols.

O Clássico Alvinegro terminou Corinthians 4 x 1 Santos. Ivair abriu o marcador e Suingue que também foi um dos destaques da partida finalizou a goleada.

Pelé não conseguiu marcar. Foi anulado pela defesa corintiana que não lhe deu qualquer possibilidade, coube a Edu fazer o “gol de honra” santista.

Após classificar-se para o quadrangular final o Timão não conseguiu o mesmo desempenho, empatou contra o Palmeiras, venceu o Botafogo e perdeu para o Cruzeiro. Anos depois o técnico Dino Sani declarou que a trágica morte dos talentosos Lidu e Edu interferiu no desempenho do time ao longo da temporada, e mesmo vencendo no saldo de gols e possuindo mais pontos, viu o rival alviverde comemorar o título que a partir de 2010 passou a ser o seu tetracampeonato brasileiro, transformando o tetra do poster de 1994 em octocampeonato brasileiro.

A unificação oficializada pela CBF também alterou a contagem de títulos brasileiros do Santos que de bicampeão brasileiro 2002/2004 passou a ser octocampeão brasileiro e Pelé, que não era considerado campeão nacional até a decisão da CBF de unificar os títulos nacionais, passou a ser além do maior jogador do futebol mundial o maior vencedor da história do país.

Embora o Santos de Gylmar, Carlos Alberto Torres, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, nunca tenha precisado ser chamado de octocampeão brasileiro para ser reconhecido como melhor time da história, assim como Pelé nunca precisou ser campeão brasileiro com esse nome para ser o maior jogador de futebol de todos os tempos.

Se a chuva apagou o milésimo gol de Pelé feito contra o Corinthians em um dia 19, exatamente 30 dias do eufórico dia oficial, em 4 de novembro a ditadura “apagou” Marighella.

Ficamos com a diluviana história do se…
A lembrança destes dois clássicos alvinegros foram marcantes (esportivamente e politicamente).

A comemoração da Fiel Torcida na Praça Charles Müller não há chuva que apague.

Mas o se… na história do milésimo gol de Pelé existe.
E embora rivais, ambos complementam e completam suas respectivas grandezas.

Ah se…
Pelé fosse corinthiano, sim com agá.

Crédito: Bolívia Talk Show, Canal do YouTube de Entretenimento.

Se o Corinthians já é este gigante sem ter o Pelé como seu jogador, imagina com o Rei do Futebol sendo jogador do Timão.

Pelé em entrevistas já disse que quando jovem ainda em Bauru, quando ainda jogava no BAC ou Baquinho (Bauru Atlético Clube), em conversas com o pai dele (por dizerem que o Pelé é corinthiano) foi dito que queriam levar o Pelé para fazer teste no Corinthians, porém Waldemar de Brito (ex-atacante do São Paulo, Flamengo, Palmeiras e descobridor de Pelé) que conhecia o deputado Jorge Cury (ex-goleiro e ex-presidente do Santos) disse: Pelé, vou levar você para um time que é de jovens e está começando, você quer ir?… O Pelé nem sabia se ia mesmo e na conversa surge seu pai dizendo: “Vai, vai treinar no Santos”.

Waldemar de Brito inclusive teve que dobrar dona Celeste, mãe de Pelé, para levá-lo à Santos e assim Pelé ficou no alvinegro praiano.

Muitos de seus amigos de infância garantem que o menino Pelé torceu pelo Corinthians.
O Atleta do Século, tinha até um time de futebol de botão do Corinthians, embora sempre que questionado sobre ser corintiano, Pelé desconversa, mas seu comportamento gera sempre a desconfiança.

Pelé era corintiano, sim, só não pode confessar hoje em dia.
Se Pelé é o que é sem ter jogado no Corinthians, imagina se tivesse jogado.

VAI CORINTHIANS!!!

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